Palavras apenas? Não...

“Só o conhecido é seguro. Só o conhecido é tolerável. O desconhecido é uma... vulnerabilidade”.


De fato. Desconheço seu cheiro e ainda assim o quero!
Estou quebrando minha própria regra: nada de especulações.

Você tem medo do futuro, mas todos têm. Eu tenho.
Mas não é exatamente o futuro que me assusta.
É sua pele; minha vontade reprimida de mapear o gosto de cada célula sua na minha língua. A necessidade de explicar a mim mesma o motivo que me leva a ler vontade de beijar você.
Seu beijo péssimo...
Preciso forçar minha mente – e meu corpo – a entender o que me leva a pensar em você, desejando cada centímetro de seu calor e reforçando meus músculos para não dispararem contra seu corpo.
Exaustão.
O desconhecido não mete medo apenas em você. Meu coração me trai. Não por amor, mas por desejo; por pura vontade de fixar os seus nos meus olhos, lendo suas expressões, a tensão em seus músculos, a urgência da sua boca. E da minha. Sedenta, eu diria. Meu corpo faminto, meus poros dilatados.
Minha lascívia; contrações e nada de autocontrole.
Ainda estou tonta com esse irracional desejo de te ter em mim, movimentando-se num delicado vai-e-vem...
Sim, o desconhecido nos torna vulneráveis. Nada de certezas...
E é só isso o que eu quero ser hoje.



P.S.: texto antigo. Isso quer dizer que muuuuuuuuuitas coisas aconteceram, algumas novas surgiram e outras simplesmente não mudaram.

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