Um par
Teve um tempo ela fugia do amor; simplesmente decidiu não acreditar mais nele, como se ele tivesse qualquer culpa por suas desilusões.
Ela passou a odiar qualquer manifestação de carinho. Cartas, mensagens, e-mails, tudo lhe era ridículo.
Ela não negava seu passado, mas ele ainda o magoava e ela se fazia sangrar só para sentir que algum dia amara.
Ela acabou por descobrir que nunca tinha amado. E isso lhe doía os ossos.
Ela optou pela solidão. E por viver sempre dias e não anos. Terminava um romance, mas nunca começava. Deixava-se levar, sentindo o peso dos anos que ainda não tinha vivido.
Ela estava perdida. Não gostava de assumir sua própria impotência, mas isso não lhe saía da mente. Ela não sabia o que queria nem para onde ir.
Por vezes ela quis desaparecer. Odiava falar em terceira pessoa, mas não se sentia protagonista da sua vida.
Ela sonhava com ele. Em pensamentos desejava sua presença. Mas ele não sabia de sua existência e ela duvidava da sua. “Era apenas um sonho”, ela se conformava.
E assim ela vivia. Quando lhe perguntavam como estava, ela respondia: “Respirando”.
Um dia ela acordou e resolveu pintar seu próprio céu de Monet. Escolheu suas cores, pegou os pincéis e saiu rabiscando qualquer coisa. No início ela riu de si mesma. Gargalhou, na verdade. “Que ridícula!”. Sim, mas aquilo era ela. E era assim que ela tinha que se ver e se mostrar.
E ela se pintou. Deu vida à própria vida, parou de se sangrar, sacudiu a poeira, levantou e mudou de caminho. Não estava mais só. Ela tinha a si mesma.
E ela começou a se amar. E a saltitar. E rir das flores e do azul que brilhava no céu.
Ainda julgando estar num sonho, ela o encontrou. E quis fugir, mas nem chegou a tentar. Ela simplesmente parou diante dele. E ela o quis mais do que qualquer outra coisa que já tenha querido.
E ela se fez cada dia melhor. E ele percebeu. Ele a notou. Ela corou e ainda cora com isso. Ela ainda fica ansiosa quando ele vai lhe encontrar. E ele ri o sorriso que ela ama. E ela ama. E ele ama. Eles são, de fato, um par.
Ela passou a odiar qualquer manifestação de carinho. Cartas, mensagens, e-mails, tudo lhe era ridículo.
Ela não negava seu passado, mas ele ainda o magoava e ela se fazia sangrar só para sentir que algum dia amara.
Ela acabou por descobrir que nunca tinha amado. E isso lhe doía os ossos.
Ela optou pela solidão. E por viver sempre dias e não anos. Terminava um romance, mas nunca começava. Deixava-se levar, sentindo o peso dos anos que ainda não tinha vivido.
Ela estava perdida. Não gostava de assumir sua própria impotência, mas isso não lhe saía da mente. Ela não sabia o que queria nem para onde ir.
Por vezes ela quis desaparecer. Odiava falar em terceira pessoa, mas não se sentia protagonista da sua vida.
Ela sonhava com ele. Em pensamentos desejava sua presença. Mas ele não sabia de sua existência e ela duvidava da sua. “Era apenas um sonho”, ela se conformava.
E assim ela vivia. Quando lhe perguntavam como estava, ela respondia: “Respirando”.
Um dia ela acordou e resolveu pintar seu próprio céu de Monet. Escolheu suas cores, pegou os pincéis e saiu rabiscando qualquer coisa. No início ela riu de si mesma. Gargalhou, na verdade. “Que ridícula!”. Sim, mas aquilo era ela. E era assim que ela tinha que se ver e se mostrar.
E ela se pintou. Deu vida à própria vida, parou de se sangrar, sacudiu a poeira, levantou e mudou de caminho. Não estava mais só. Ela tinha a si mesma.
E ela começou a se amar. E a saltitar. E rir das flores e do azul que brilhava no céu.
Ainda julgando estar num sonho, ela o encontrou. E quis fugir, mas nem chegou a tentar. Ela simplesmente parou diante dele. E ela o quis mais do que qualquer outra coisa que já tenha querido.
E ela se fez cada dia melhor. E ele percebeu. Ele a notou. Ela corou e ainda cora com isso. Ela ainda fica ansiosa quando ele vai lhe encontrar. E ele ri o sorriso que ela ama. E ela ama. E ele ama. Eles são, de fato, um par.
adoro o eu oculto nas terceiras pessoas. hauhauhauhauh
ResponderExcluirbelissimo texto. adorei
nandita caymmi
Depois do ponto onde ela se vê ridícula, eu me vi. Daí no final, não vi mais. Ele ama, ela ama, mas não deu pra ser par.
ResponderExcluirFoi.
Um beijo, moça azul.
Ah, Jaya...
ResponderExcluirUm dia você encontrará o seu par e tudo o que já viveu parecerá realmente ridículo.
Enquanto isso, aprender e crescer sempre!
"Para o alto e avante!!".
Abraços e muito azul!