Barquinho

Ainda ontem nós
estávamos a falar
em quantos barcos
eu deixei afundar
e de quantos me atirei
antes de um fim bombástico.
Você também falou
sobre seus naufrágios.
E rimos.
E aprendemos.


E agora estamos os dois, eu e você,
flutuando sobre águas calmas,
remando juntos o nosso barquinho.
Ele ainda é frágil,
mas está sendo construído
com muito cuidado.

Lembrando ainda dos barquinhos
de papel de nosso passado,
temos entalhado
- em madeira de lei -
esculturas firmes,
bem estruturadas para que
não haja nem a possibilidade de
uma tempestade
em nossa calmaria.

E temos nos saído muito bem!
E cada dia colocamos um adorno:
palavras de carinho, gestos de amor,
risos,
promessas previamente cumpridas.


E lá vai nosso barquinho,
deslizando, deslizando
colorindo nossos dias
com alegria,
amizade,
desejo
e a imensa vontade
de continuar remando.
Juntos.


Ei! vamos conquistar o mundo!
Descobrir nossos próprios
horizontes,
desvendar nossas mentes,
despir nossos medos,
relevar nossas manias,
nos amar.
"Sem pressa", sim?
Sem a menor pressa...

Comentários

  1. De-va-ga-ri-nho.

    Um sopro de felicidade, para ajudar o vento bom. Que tudo aponte sempre para a fé. Que o amar seja azul. E o barquinho nunca deixe de caber esses corações, por mais imensos que possam ser.

    Um beijo, moça.

    P.S.: Teu comentário no meu texto anterior foi imensamente bem vindo. Todos o são, mas aquele foi pancada, em meio ao meu sentir-tudo, daquele momento. Obrigada!

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