Ela
Observando-a dormir, nem percebo a velocidade em que as horas passam. Seu sono tranqüilo não deixa transparecer sua força. Descobri que a amo. Não quero perder nenhum passo dado por seus pés firmes; não quero me afastar do seu sorriso eterno; não penso em me ausentar de sua companhia sempre carregada de muita paz.
Ainda ressonando levemente, essa mulher, minha menina, não demonstra suas cicatrizes. Por vários caminhos ela passou e hoje a sinto tão certa. E eu vou amando cada detalhe de seus modos: a maneira como fala, sempre com um riso pairando nos lábios; a forma desastrada como gesticula; as meninices não-ensaiadas e tão singelas quanto ela própria.
Minha menina não carrega no peito o peso da vida. Eu a amo de forma incompreensível; ela foi me conquistando aos poucos e hoje sei que seria impossível não me apaixonar por seus olhos traquinas quando pousam diante dos meus, dizendo-me o que lhe vem à alma.
Eu amo também cada pedaço de seu corpo imperfeito, segundo ela mesma. Sua experiência mal disfarçada, sua seriedade, sua harmonia, sua maneira de falar coisas de amor. Essa menina esconde o rosto por entre as mãos quando lhe faço qualquer elogio e gargalha quando lhe conto algo corriqueiro, ocorrido em meu dia.
Amo essa menina porque o medo não lhe parece obstáculo e porque aprendeu a caminhar e a decidir o que quer, sem titubear. Amo suas mãos em minha cabeça. Amo seu caminhar infantil. Amo seus lábios entreabertos, escolhendo as palavras para dizer-me ao ouvido, com medo de confessar que também me ama.
Seu sono feliz, suas mãos sobre o peito. Minha menina tem manias que tenho aprendido a amar. Não disfarço mais o meu sentimento e ela sabe que já estou em suas mãos. Meus olhos não mentem. Mas ela ri. E me abraça.
Enquanto afago seus cabelos, fico imaginando quantas lágrimas ela derramou. Sem me dizer os motivos, ela afirma que sangrou muito para aprender a sorrir. Minha menina baila com o vento, tão leve é sua alma agora. Sinto-me feliz por fazer parte de sua vida. E ela me diz que faço sua vida tão mais feliz.
Essa menina não se envergonha de perguntar, de chorar, de rir à toa. Eu amo sua espontaneidade. Amo o vento que bate em sua saia e a faz parecer sempre uma menininha, de cachos no cabelo e ombros dispostos a sempre lutar pelo que quer e pensa.
Minha menina. Andei relutante uns tempos, sem me dar conta de que já tinha caído em sua seda. Suas palavras de certeza, sua franqueza nas ideias, o amor no fundo de seus olhos. O amor por mim. Ela para mim. Ela em mim. Ela que me faz ver beleza em dias nublados, ver sua cor no meu próprio mar. Ela que me tem nas mãos. Ela que me quer para si. Ela que me tem.
Ainda ressonando levemente, essa mulher, minha menina, não demonstra suas cicatrizes. Por vários caminhos ela passou e hoje a sinto tão certa. E eu vou amando cada detalhe de seus modos: a maneira como fala, sempre com um riso pairando nos lábios; a forma desastrada como gesticula; as meninices não-ensaiadas e tão singelas quanto ela própria.
Minha menina não carrega no peito o peso da vida. Eu a amo de forma incompreensível; ela foi me conquistando aos poucos e hoje sei que seria impossível não me apaixonar por seus olhos traquinas quando pousam diante dos meus, dizendo-me o que lhe vem à alma.
Eu amo também cada pedaço de seu corpo imperfeito, segundo ela mesma. Sua experiência mal disfarçada, sua seriedade, sua harmonia, sua maneira de falar coisas de amor. Essa menina esconde o rosto por entre as mãos quando lhe faço qualquer elogio e gargalha quando lhe conto algo corriqueiro, ocorrido em meu dia.
Amo essa menina porque o medo não lhe parece obstáculo e porque aprendeu a caminhar e a decidir o que quer, sem titubear. Amo suas mãos em minha cabeça. Amo seu caminhar infantil. Amo seus lábios entreabertos, escolhendo as palavras para dizer-me ao ouvido, com medo de confessar que também me ama.
Seu sono feliz, suas mãos sobre o peito. Minha menina tem manias que tenho aprendido a amar. Não disfarço mais o meu sentimento e ela sabe que já estou em suas mãos. Meus olhos não mentem. Mas ela ri. E me abraça.
Enquanto afago seus cabelos, fico imaginando quantas lágrimas ela derramou. Sem me dizer os motivos, ela afirma que sangrou muito para aprender a sorrir. Minha menina baila com o vento, tão leve é sua alma agora. Sinto-me feliz por fazer parte de sua vida. E ela me diz que faço sua vida tão mais feliz.
Essa menina não se envergonha de perguntar, de chorar, de rir à toa. Eu amo sua espontaneidade. Amo o vento que bate em sua saia e a faz parecer sempre uma menininha, de cachos no cabelo e ombros dispostos a sempre lutar pelo que quer e pensa.
Minha menina. Andei relutante uns tempos, sem me dar conta de que já tinha caído em sua seda. Suas palavras de certeza, sua franqueza nas ideias, o amor no fundo de seus olhos. O amor por mim. Ela para mim. Ela em mim. Ela que me faz ver beleza em dias nublados, ver sua cor no meu próprio mar. Ela que me tem nas mãos. Ela que me quer para si. Ela que me tem.
Essa menina é você, eu, e outras tantas meninas por aqui. Porque existem algumas coisas que se dissolvem igual, para todas nós, apesar das minúcias únicas. São particularidades, são só dela, para quem é dela. Mas pode ser de todo mundo, também.
ResponderExcluirÉ lindo o texto, moça.
Lembrei da música 'A menina dança'.
Beijo.
hummm... ACHEI QUE SEU AMOR HAVIA FEITO O TEXTO...
ResponderExcluirMAS TO VENDO QUE VC É MULTIFACETADA, COM ALMA MASCULINA E FEMININA, COMO OS POETAS....
ADOREI. BJOS
Obrigada, meninas!
ResponderExcluirO texto foi apenas escrito por mim. O resto...
No fundo todas somos essa menina. O problema é crescer pra poder reconhecer tudo o que foi vivido, e pra se permitir amar e ser amada.
Abraços e um ótimo final de semana!