Partilha




Antes eu não entendia o real significado da palavra “compartilhar”. Ainda hoje não sei bem se ela exprime uma ação ou um conjunto complexo de atitudes. Só sei que ela não é apenas um verbo. E essa ideia de dividir ainda hoje me causa um friozinho na barriga. Vou explicar por quê. Há alguns anos eu fiz o que a maioria das pessoas faz quando sofre a primeira vez por amor: me fechei  completamente e refutei qualquer tipo de apologia ao tal nobre sentimento. Piada, não? Logo eu, uma romântica descarada, negar a existência do amor?! Impossível! O que eu não entendia – por pura ignorância, concordo! – era justamente essa questão de partilhar; momentos, ideias, sonhos, medos, segredos. Nada disso me parecia comum e eu acabei temendo. Ainda bem que as coisas e as pessoas mudam, e eu agora faço parte dos “românticos assumidos” sem culpa. Faço declarações de amor, mando cartões, escrevo cartas, faço planos para um futuro a dois. O melhor é que tudo é realmente a dois: existe recíproca nessa minha fase e isso me faz duplamente feliz. Realmente hoje não posso pensar em minha vida a não ser em par. E ainda tenho muito que aprender. Por enquanto, levo a vida sendo leal ao meu coração e ao amor que resolvi abrigar dentro dele. Hoje eu me sinto completa.



Comentários

  1. Eu ainda sou metade. Espero um dia ser inteira. Espero muito. Espero poder passar pelas mesmas dúvidas tuas e assumir toda a descaração do romantismo. Porque é lindo e é isso o que importa. Importa é amar e em troca amado ser.

    Carol,

    Aquele texto foi o texto mais superficial que já escrevi. Vazio. E, ufa, ainda bem que você conseguiu rir! Haha. Fiquei mais tranquila.

    Visitarei o blog indicado.

    Beijo pra você. [E manda um oi para o seu namorado desaparecido].

    ResponderExcluir
  2. Jaya!

    Manda o teu e-mail pra kkarvalhinha@hotmail.com

    Beijos!

    P.S.: "Não se afobe, não, que nada é pra já. O amor não tem pressa, ele pode esperar..."

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas