Águas de maio...

Imaginem meus caros, uma situação hipotética onde tudo o que quiséssemos acontecesse. O que seria? Na certa o verdadeiro caos! Sim, sim... Tudo hipótese, claro. Por isso acho que a gente tem que se conformar com o rumo de nossa vida, assim como o barco com o vento que o leva além-mar. Ok, estão certos em pensar que devemos nos esforçar, correr atrás de algo que queremos muito. Mas de todas as coisas mais importantes que aprendi nessa minha vidinha (não medíocre e sim curta), ter paciência foi a mais válida. E esperar também é correr atrás, só que dançando conforme a música. Ter calma para fazer as coisas e muito mais para esperar que as coisas certas aconteçam. Mesmo numa “puxada de tapete” a vida nos ensina; segura firme!!

Tudo dará certo. Sim, sim. Tudo, tudinho, absolutamente tudo!

Abaixo segue um soneto do Neruda tão apaixonante quanto perturbador.

Só assim poderia expressar como meu coração vê o mundo hoje.

A propósito nada de ilusões: adoro este poeta e tudo o que ele escreve. Logo, atentem à interpretação.



Áspero Amor

(Don Pablo)

Áspero amor, violeta coroada de espinhos...
Arbusto entre tantas paixões erguidas,
Lança das dores, coroa da ira,
Por quais caminhos e como te dirigiu a minha alma?
Por que precipitaste teu fogo doloroso,
Repentinamente, entre as folhas frias do meu caminho?
Quem te ensinou os passos que te levaram a mim?
Que flor, que pedra, que fumaça mostraram minha casa?
A verdade é que tremeu a noite apavorante,
A aurora encheu todas as taças com seu vinho
E o sol estabeleceu sua presença celeste,
Enquanto o amor cruel me cercava sem trégua,
Até que padecendo-me com espadas e espinhos,
Abriu meu coração um caminho ardente.

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