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A cada dia que passa, eu me espanto mais e mais com a quantidade de pessoas pobres no mundo. Não aquelas pobres de bens materiais, mas as pobres de idéias, de personalidade, de identidade. Pessoas vazias, mentes vãs, vidas fúteis. Elevam o pensamento a nada, aliás, nem pensam. Mulheres preocupadas com seus corpos, homens preocupados com os corpos delas. Gente soberba, infantil.

A essa pobreza sinto um embrulho no estômago. Os dias vão passando e descubro que algumas pessoas apenas regridem; nada de amadurecimento, só banalidades.

Eu sei que as pessoas não são iguais, mas a verdade é que estou cansada de toda essa ditadura de beleza, de formas, de métricas.

Estou farta de mulheres de mentes ocas que só se preocupam com cabelo, roupas, maquiagem...

Meu limite já foi alcançado para aqueles homens que vão a academia bombar nos aparelhos, mas não conseguem ter o mínimo de gentileza com nada. Nem com ninguém.

Como romântica assumida, meus caros, não confundam minhas palavras. Não quero que ninguém mude seu jeito de ser ou que os homens voltem a dar flores e fazer serenatas. Não, não é isso. Estou me referindo à revolução de idéias, aos bons papos, à boa música. Estou falando de pessoas que são amigas pelo que são e não pelo que têm.

O mundo está saturado de pessoas que olham e nada veem.

A vida está cansada de gente sem conteúdo.

Onde está o progresso? Cadê os jovens, “o futuro de nosso país”? Onde morreram os ideais? Quem escondeu nossos assuntos? Sobre o que conversamos, dialogamos, discutimos, brigamos? Onde se meteu nossa diversão?

A cada dia que passa, eu me espanto mais e mais com a quantidade de solidão e pobreza. E nada. O nada cresce a cada dia.

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