SER LOUCO OU NÃO SER

“Dizem que sou louco por pensar assim”. Sim Arnaldo, aceito a condição de ser doido varrido, maluco beleza ou qualquer outra denominação para a mente que não se molda nem se limita.

As pessoas julgam loucos aqueles que têm a atitude de pensar e assumir o que pensam; de fazer e dizer “eu fiz sim!”; de não aceitarem a idéia de robôs, pensamentos controlados e pré-determinados. Prefiro ser um louco a usar as roupas só porque passam na TV, prefiro ser doido a pensar como você, prefiro não ter juízo algum a dizer que já sei tudo e me fechar para novos conhecimentos.

Não, comigo não. Isso não vai colar. Sou alternativa já que tudo o que faço é diferente daquilo que está na moda. Minhas músicas, minha fala, minhas idéias, meu indestrutível senso de humor. Se ando cantando na rua, sou criticada. Mas há tanta violência nas calçadas. E tanta droga, destruição. Ninguém diz nada, não se manifestam. “É normal”, é o que ouço. Normal? As pessoas se matando por nada é coisa normal e eu cantarolando belas canções é desprezível? Faz mal? Incomoda? Por quê?

Sim, sou louca desvairada, aproveito cada centavo da minha rica vida, como o avarento que não abre a mão para nada. Não desisto de minhas idéias e de meus sonhos. Tudo o que tenho é aquilo que sou. E sou completamente louca por isso...

“Temos que nos esconder para fazer amor, enquanto a guerra é feita em plena luz do dia”.

[John Lennon]

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