Eu te perdi de vista no instante em que te achei...

Como num passe de mágica, tudo o que eu pensava querer desmoronou. Caíram-se os sonhos e as expectativas pareceram-me ridículas. Pensei que tivesse qualquer jeito, mas qual o quê!? Nada. Tudo se perdeu e hoje me sinto como uma adolescente vivendo mais um daquelas inúmeras paixões platônicas. Muito bobo esse tal de coração!

Espero minha vez chegar, mas sem a mesma confiança de outrora. E penso: em que me baseio? Não há “sim” nem “não”, sequer um “quem sabe?”. Só minha razão me alertando, mandando-me deixar de tolices, que amores foram feitos para todos, menos para mim.

E assim arrasto-me nos dias que, graças de Deus, passam tão rápidos como cometas.

E nada de estrela cadente!

E nada mais de pedidos.

Ontem eu tinha uma vontade, hoje tenho um sonho.

Ainda assim, com tudo isso (ou nada daquilo que imaginei), meu peito sofre com um aperto desconhecido. Uma agonia grande, uma vontade de acabar logo com tudo isso. Não diria “sofrer” e sim “querer”. Querer muito, querer tudo, querer logo.

Ah! “logo”... Quando mais jovem isso era tudo o que sempre fazia. Hoje, com todos os tapetes que me foram puxados, suporto a pressa e deixo que as coisas sigam seu curso.

Pacientemente.

Eu espero.

Urgentemente.

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