O ROUXINOL
O meu céu sempre fora azul.
De um azul límpido, cintilante.
De nuvens brancas e sol imponente.
Jamais tive do que reclamar!
Os pássaros sempre estiveram por lá.
Eu sempre tive árvores repletas de doce néctar,
As aves sempre cantarolavam por lá.
E eu sempre as quis assim:
Perto o suficiente para desfrutar dos seus cantos,
E livres o necessário para não perderem o encanto.
E veio chuva serena e refrescante.
E me trouxe um arco-íris multicolorido.
E um emigrante Rouxinol multifacetado.
Eu já nem via outros pássaros...
Eu já não ouvia outros cantos...
Era como o Uirapuru:
Dele pouco se sabia.
Mas, facilmente me embriagava com seu canto.
Raro e melodioso como de uma flauta doce.
Eu jamais quis tanto aprisionar um pássaro.
Mas, o Rouxinol partiu (o meu coração).
E aprisinou minh´alma a sua lembrança.
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