Não, hoje não mais...
Noite passada sonhei com o fantasma, só que desta vez ele não me fez ter medo.
Ao contrário dos outros sonhos, ele não me perturbou e eu acordei feliz, bem disposta. Não tive receio em lembrar seu nome, sua fisionomia. Isso, a priori, me espantou. Depois tive a mais maravilhosa de todas as sensações: LIBERDADE! Enfim estou livre – ou quase lá – de anos de sonhos e angústias regados a muitas lágrimas. Nada shakespeariano, mas ainda assim dramático.
Antes não ousava lembrar seu nome, mas hoje o repeti até que soasse como uma palavra banal, solta e que não faz alusão a nada nem a ninguém. Agora estou a me questionar: ele era um fantasma ou o é hoje? Não o sinto mais, não percebo sua lembrança nem toco a tristeza que me deixou de “herança”.
Ah! Por que não aconteceu antes? Por que me privou durante anos dessa alegria. Cheguei, em alguns momentos, a temer o amor e a doação a partir deste. Agora não mais. Hoje nunca.
Ah! Eu me sinto realmente flutuar, levitar, ascender...
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