Era uma vez...
Depois 12 anos (Uau! Doze anos!) relutando, hoje assisti “A vida é bela”, do e com Roberto Benigni e me encantei pela forma com a qual ele falou que, mesmo diante de todos as barreiras que a vida nos faz ultrapassar (e sim, ela sempre quer que ultrapassemo-nas), é preciso muita coragem e garra para fazer com que tudo seja sempre, no final, a melhor coisa que fizemos. Nas histórias de nossa meninice não existem esses problemas do cotidiano e vivemos essa ilusão até a vida real bater à nossa porta e nos obrigar a viver. Não que seja tolice crer em histórias de amor. Muito pelo contrário: o amor sempre nos dá força para conseguirmos tudo o que queremos. Entretanto, se é para crer na Cinderela e em seu príncipe perfeito, é melhor aprender, como nos ensina Benigni, com poesia, comédia e amor, a encarar nossas vidas. Somos sempre fruto de nós mesmo e de nossas ações. As dificuldades sempre irão existir e nós temos que nos perguntar a cada dia o que queremos e o que fazemos para ter o que desejamos. Sem perder a graça e entrar num mar de marasmo, devemos dar um significado a cada gesto, a cada palavra e plantarmos sempre uma semente. Quem a colher se lembrará de nós; o que lembrarão será o que fora plantado. Portanto, muito cuidado com aquilo que semeia. Eu, como romântica incontestável, sempre vou continuar acreditando no “meu príncipe encantado”, mas tenho consciência plena de que ele, milhões de vezes, vai me fazer chorar e rir. Nossa história é feita a cada dia, cada manhã, cada estação. E então, como você quer que “acabe” a sua? Faça-a valer a pena. Escreva-a com o coração e não se esqueça: a vida só vale a pena quando bem vivida.
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