Ensinando...
Solteira por 10 anos diz:
“Sempre tive medo de casamento, filhos, vida a dois. Fico me questionando como duas pessoas, dois estranhos (sim, ainda que passemos anos namorando uma pessoa, ela sempre será desconhecida. Infelizmente só percebemos isso depois que dividimos o teto, a cama, a vida), juram eterno amor, juram serem felizes para sempre, acima de tudo se nós não sabemos como será o futuro! Esse é o meu maior medo: prometer algo que não serei se poderei cumprir. Hoje eu te amo, amanhã eu não sei; hoje você é o homem da minha vida, amanhã posso conhecer (perdoe-me Angelina) o Brad Pitt! Enfim, o amanhã é um mundo desconhecido, assim como nossos corações.
Em contra partida, as vezes me pego pensando – daqui a alguns anos – em tudo isso. Em um marido, um companheiro, um amigo; filhos, cachorros, rotina com casa cheia e muito, muito barulho. Não pretendo passar o resto da minha vida solteira, mas tenho não sei se consigo passar a vida inteira tentando ser sempre boa. Boa mãe, boa esposa, boa profissional.
O que fazer? Como agir? Como pensar, proceder, viver com essa dúvida?”
A resposta da vida, da boa vida, é não premeditar o futuro. A felicidade é o objetivo; filhos, marido, cachorro são detalhes. A escolha deles é o que faz a diferença. Mas também pode-se escolher não escolhê-los. Nem sempre a verdadeira felicidade está aliada a alguém. Entretanto, ela sempre estará ligada a nós. O que queremos? O que fazemos para conseguir o que queremos? Somos protagonistas ou coadjuvantes das nossas vidas?
Ser feliz nem sempre é questão de sorte. Muitas vezes é pura questão de empenho.
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