Assim caminho

Acho que não sei bem até onde posso ir
Ou quando parar.
Não tenho a mínima vergonha em abrir mão,
Deixar que outra tenha aquilo que eu quero.
Não me pesa deixar para trás
Ou simplesmente partir para uma nova caminhada.

Algo me incomoda nesse meu comportamento.
Eu deveria ser mais enérgica
Ou mais sutil,
Mas nunca abandonar aquilo que quero.

Só que abandono.
Ao menor sinal - ou ausência dele - paro
Minhas tentativas.
Qualquer falta de resposta me retrai.

Aprendi a ser fria com a vida.
Caí o bastante para evitar pisar
Em terrenos íngremes demais
Ou escorregadios demais,
Ou irregulares demais.

Só preciso, agora, de um tempo
Para aceitar a minha própria decisão.
Abrir mão não é fácil
Ou simples.
Dói, incomoda, fere.

Contudo,
A qualquer gesto pequeno
De que devo continuar,
Ah! A qualquer sorriso dizendo-me
Para prosseguir,
Meu coração fecha os olhos,
Meu corpo baixa a guarda
E eu vou ao teu encontro
Sem o menor pudor,
Sem o menor medo.

Comentários

  1. aeeeeeeeeeeeeeeeeeeee.. tá no blogspot. Seja bem vinda, já vou te seguir..
    bjossssssssssss

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